terça-feira, 16 de julho de 2013

Silas contado

E aí.
Terminei de ler o Silas. O Silas. Um livro desses com cara de moderno, colorido, capa bonita, livro de conto, de texto curto, como mais se faz hoje em dia, que é pra ver se esse povo cheio de déficit de atenção não perde o fio da meada entre as páginas do romance.

Li em dois dias porque ontem e hoje tive de fazer aquelas coisas necessárias tipo estudar/trabalhar. Não deu pra ficar só se divertindo. Mas pelo menos dividi em dois tempos o prazer do livro. Bom demais de ler.

É bom de abrir no meio da semana cheia e chata, de tão chata, vazia. Porque o Silas vai preencher seu vazio sem se fazer assim tão cheio, abarrotando tudo. Silas é um livro bem leve. Mas o Silas nem é. Entende?

Quando eu vim dias atrás aqui falar de um livro de crônica, e da crônica, eu tinha fechado antes um pdf de contos, e estava elucubrando mais coisas a respeito dos gêneros, enquanto virtudes literárias, e não enquanto gêneros literários (papo meio chato; os escritores parece que fogem). Quando eu disse da crônica pegar um grão de areia e pôr os binóculos de realidade sobre ele, o conto me parece que faz o caminho inverso, pra arredondar o movimento inteiro, como no balé, no balé da literatura. O contista pega uma realidade bem densa, profunda, às vezes imunda, feia, e recorta sem dó. Porque dar o retrato inteiro seria uma enchente psicológica muito grande pra essa galera que lê. É de dar dor, nem dó.

Eu fosse você (mas ainda bem que não sou) comprava o Silas que Sérgio Fantini escreveu. E ia logo ler essa realidade banal - superficialmente banal - bem traçada como está. Se contar é uma coisa que você gosta de fazer, e de apreciar, pegue logo o livro (eu não empresto, está autografado), e encare os caminhos imprecisos que o conto pode assumir, a versatilidade que Sérgio colocou pra eles. Você vai ter mais do que pensar quando for escrever, ó. Aviso dado.

E tenho mais dois motivos para você assumir seu relacionamento sério breve mas certeiro com o Silas: depois de amanhã, quinta, 18 de julho desse 2013, tem lançamento da editora Jovens Escribas no Solar Bela Vista (não preciso dizer que é Natal-RN, ali de frente pra Capitania, se meus três leitores do blog são de Natal e sabem do que se trata). O Silas não vai tá se lançando pra cima de ninguém, mas fica mais facinho em dia de lançamento, porque a editora vende seus exemplares mais baratos nesses dias em que se lança (e quanto mais livro, mais barato fica).

O outro motivo é que 08 de agosto do mesmo 2013, para o mesmo Solar e a mesma Editora, o Sérgio vem aí. O antigo dono do Silas. Que vai ser seu quando o Sérgio autografá-lo pra você.

Avisos dados.

Nenhum comentário: