domingo, 25 de agosto de 2013

Domingo assim

É difícil se despedir do domingo. É difícil juntar as roupas e os livros e pegar as três mochilas que eu terminei deixando por aqui. É como se a cada final de semana eu tentasse entupir um pouco de mim nos corredores dessa casa. Vai que um dia a gente não precise mais da despedida.

Se despedir do domingo é deixar nós dois a sós sozinhos outra vez, logo depois de dois ou três dias em uma quase simbiose. É. Com o consolo único de que os dias passam e o outro final de semana vem. Com o conforto falso de que os dias que vão correr por nós precisam ser preenchidos por nossos labores, individualmente, pois dois juntos não fazem tanto pelos dias. Só pedem que eles estacionem ou rastejem.

Deixar o domingo é pedir que venham domingos onde a única despedida seja um beijo de boa noite trocado na mesma cama.

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