terça-feira, 15 de outubro de 2013

Feliz dia nós

Com vontade de um café no meio da madrugada.
Você é um café no meio da madrugada. Um excesso, uma contradição, depende, um contra senso absurdo, enquanto que uma necessidade absoluta. Depende de quem peça. Eu peço.

Porque nosso amor tem jeito de madrugada agitada, cheia de vozes. Só nossas vozes. Só a agitação de nossos corpos e nossos nervos, nossas xícaras de café, nossas trapalhadas na língua, eu te dando a metade do copo cheio de cerveja quente. Porque logo cedo eu anunciei que iria encher a cara madrugada adentro. Madrugada agitada a nossa, o que somos. E eu embriagada de cerveja e de outros itens. Nós.

Esse plural para "nó". Nós. Que só podia dar isso, nós dois. Um nó grande de cada lado, dois gênios bem amarrados em nó cego, cada um, dois humores que de tão iguais são impossíveis de conversar, quase sempre. Dois humores feito dois nós. Um nós, no final.

E nessa madrugada agitada onde só existem nós dois, nesse café de contra senso à guisa de vontade, travestido de excesso, mas, em essência, uma bruta necessidade, essas doses excêntricas vão desatando nossos nós antigos cegos surdos mudos eternos. Afrouxando os tempos e os termos difíceis. E amarrando novos nós.

É o que há, é o que resta. Esse tudo no meio do meu nada. Nós.

Feliz dia do primeiro beijo. Feliz.

2 comentários:

clarisse disse...

Leio "esses" textos num fôlego só! =*

Maíra D disse...

lindo(s)