terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fuga(z).

Escapo. Aperto o passo. Escapo. Eu ia correndo e fugindo tão forte, tão longe, tão distante. Não sentia eu mesma, não sentia nada em mim. Havia um catalisador de tempos e sensações. Eu corria forte e escapava, escapava tanto. Não sobrava nada de mim.

Abusava dos cabelos soltos e por acaso claros, secos, embaraçados, e eles iam perdendo os nós à medida em que eu corria. Apertava ao passo. Passa, corre, escapa. Os nós se desembaraçando sozinhos, o estômago testemunhando solavancos, os pulmões sem reclamar de nada. Eu aguentava.

Eu corria e sentia cansaço forte nas pernas, fadiga e dor, os músculos gritando e me espiando lá de baixo, sendo testemunhas com raiva da minha insistência. Eu em fuga absoluta, louca para chegar lá, em lugar nenhum.

Escapo. Aperto o passo. Escapo. Eu ia correndo e fugindo tão forte, tão longe, tão distante. Não sentia eu mesma, não sentia nada em mim. Havia um catalisador de tempos e sensações. Eu corria forte e escapava, escapava tanto. Não sobrava nada de mim. Me acabei.

Meu sonho.

2 comentários:

Deyze disse...

Seu sonho parece a minha realidade.

Deyze disse...

Seu sonho parece a minha realidade.