terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sonhos, pedidos e perguntas

Sonha comigo?
Sonho sim. A cada instante.
Sonha comigo? É um pedido.
Sonho. A cada instante.
E uma pergunta: sonha comigo?
Sonho, a cada instante.

E a ele eu fazia pedidos e perguntas, mais pedidos que perguntas por esses dias. E ele me dava tudo que podia e mais. Me deu os abraços em madrugadas inteiras, e os sorrisos nas que fossem insones. Me respondeu que o futuro seria bom, que, no final, e, principalmente, no meio e por quase todo o caminho, as coisas dariam certo. Quando foi minha vez de replicar e dizer que já estavam indo de um jeito certo, as coisas todas, as fáceis e as difíceis. Se difícil mesmo já é ser dois, sempre dois. E pedir para ser fácil nunca foi feitio da gente.

E me deu os olhos tranquilos nos dias de tanta tormenta. Tormenta boba e tormenta séria. Me deu a calma. E me respondeu sem que eu perguntasse que, sim, as tempestades viriam sempre, mas que, mais ainda, ele estaria de novo ali, ele não sairia de perto de mim. Nem agora nem nunca.

Não saiu. Perguntei se não cansava de mim, se não abusava das minhas fúrias inexplicáveis e do meu gênio solitário, e se não detestava alguns dias que eu fosse assim. Entre nãos e sins, me deu todas as respostas de que eu precisava. E ficou.

Sonho com ele tanto. Tanto.

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