sábado, 22 de fevereiro de 2014

Semana

O ortopedista falou que eu não poderia mais ir para a academia, não por enquanto. Disse que eu só podia fazer natação e pedalar. Não sei nem nadar nem andar de bicicleta. E não sei como vou me tratar agora. Mas concordei com a recomendação dele e fui embora sem perguntar o nome do osso com defeito.

Entrei na sala de aula e fiquei esperando a aula começar, até descobrir que a aula da disciplina que fiz a matrícula só será em abril. E tive que sair fazendo de conta que nada tinha acontecido e todo mundo vendo. Adeus.

E que também fui fazer a matrícula nas disciplinas complementares da pós-graduação e aí que não tinha quase nada no nosso programa. Acredita? Quando a gente estava na graduação, sofríamos de perceptível síndrome do abandono, e os professores diziam que não tinham muito tempo pra gente por causa da pós (diziam); não davam disciplina complementar divertida na graduação por causa da pós (diziam). Aí a gente chegou na pós e... descobriu que as desculpas não se aplicam. E ficamos por isso mesmo.

Tem uns que abrem disciplina diferente; publicam pra todo mundo ver, mas se todo mundo tenta entrar, eles dizem "não, não, essa matéria aqui, só pros meus alunos!, aqueles que trabalham comigo desde que... sempre". As desculpas se aplicam pela metade - em parte.

O trânsito completamente desencaixado, por dizer. Ontem mesmo ficamos na fila vendo o sinal ficar vermelho-verde, vermelho-verde, vermelho-verde suas cinco vezes. E depois mais. Os carros no cruzamento não aprenderam que só podem avançar o sinal se tiver buraco do outro lado da rua pra eles ficarem. As pessoas que dirigem os carros não aprenderam noções de bom senso nas cadeiras da faculdade casa. Faltou tudo. E o egoísmo destruindo nossos humores matutinos (vespertinos e noturnos, porque o trânsito hoje não escolhe mais turno).

Novidades boas e ruins na cadela da casa e lá vamos nós de novo. Ela tá sabendo de tudo e tentou morder o rapaz do banho. A veterinária disse "bem feito", porque escapou de ser mordida ela, mensageira das novidades.

Uma sexta à noite merecida fazendo quase nada perto dos amigos. E pensando que a vida pode ser bem isso: o nada ou o pouco perto das boas pessoas. E já basta.

A gente chegando numa idade em que ficar o sábado no sofá e não ter perspectivas é bom. Uma idade em que não ter perspectivas é até saudável, no sábado à noite. (Idade?) E por aqui a gente fica.

A semana foi.

Um comentário:

Deyze Ferreira disse...

Bem assim! Seguindo na rotina e agarrando-se ao que é pouco e ao que é bom... Feliz de estar contigo nessa sexta simples!