quarta-feira, 21 de maio de 2014

Me escreva

Você pode me escrever essa noite, já. Amanhã de manhã de novo, e no fim do dia mais uma vez. Quando não puder telefonar, você pode escrever de novo.

E o escrever aí pode ser sobre seu dia, sua noite de sono, seus sonhos da noite, seus sonhos da vida inteira. Ou sobre o nada e qualquer coisa. Não é sobre nada e sobre qualquer coisa que conversamos quando estamos juntos? Quando nos vemos e nos olhamos, quando você está na cozinha e eu no sofá falando enquanto você cozinha. Quando nós dois estamos no sofá, ou recém acordados no fim da tarde.

No fim da tarde você pode me escrever sobre nada e qualquer coisa. Antes de dormir também. Até quando acordar. Também pode. Um trivial constante, vindo de você, o tempo inteiro. Isso vai me agradar. É o que pode enganar a distância. Pelo menos um pouco.

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