quarta-feira, 20 de agosto de 2014

De mim para mim

Não me deixe sem escrever, que eu me falto. Que eu fico com a cabeça e o coração cheio de coisas pra dizer - o coração mais do que a cabeça. Coisas bonitas e feias. Fico cheia de histórias velhas que eu gostaria de repetir, de contar tudo de novo. Ou de contar tudo de novo, mas diferente. Tem umas histórias velhas que eu repito o tempo todo, mas mudo os finais - que mesmo assim são sempre abruptos e ruins. Mas eu não paro. Não paro de contá-las. Nem posso.

São meus pedaços, as palavras,  devem ser. Preenchi quase um dia inteiro de trabalho e nenhum de palavra. Me faltaram. Fiquei muda por toda a semana; os dedos fazendo esforços vãos para coisas menos importantes (trabalho e estudo). Chegaram a doer, dia desses. Eu me faltando.

Palavra demais e tempo de menos. Tempo de menos me dando a impressão de pouca palavra também. Mas tem; elas ficam todas aqui. Só precisam do nosso fim de noite (meu com elas), a mesma música de sempre, o silêncio leve, não grave, nada grave por perto, e a cabeça em outro lugar. Outros lugares. Outras e mesmas histórias.

Não posso parar. Não me deixe ficar sem escrever.

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