segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Malas prontas

Eu te dou todas as certezas de que ainda dá tempo. De que mesmo que tudo comece errado outra vez, vai dar certo no final. E vai. No final é o que vamos ter. Como agora. A gente se encarando de novo, rindo de novo, da gente, de tudo, e de toda a desgraça que nossas vidas conseguiram converter-se nos últimos tempos. Desgraça: sem graça. Fizemos tudo certo por outros, que fizeram tudo errado por nós. E passaram. É passado.

Vamos embora.

O mundo é tão grande, que se a gente se demorar, não vai ver quase nada. Vamos perder tudo, perder de tudo, e apesar de perder ser algo com o que já nos acostumamos... Vamos fazer tudo ao contrário essa vez, para ver se mudamos o eixo das coisas.

Podemos acertar um código para quando um de nós repetirmos o mesmo erro antigo. Tapa na cara. Dois tapas. Um puxão pelo braço para a gente ir embora.

E vamos.

Eu não acredito realmente que nada disso vá passar, melhorar, ou resolver. Nem que nós vamos ser tão diferentes do que somos hoje. Mas eu quero poder acreditar, ou fingir que. E para isso a gente tem que ir... e estar longe. E andar sempre pra frente, mais. Mais para a frente. Sempre.

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