terça-feira, 28 de março de 2017

quer dizer,

uma vez eu era criança não muito criança mas criança grande, aí uma amiga da escola que era amiga mesmo (m.), do mesmo time de queimada, etc, fez um aniversário e não me convidou. mas convidou pessoas da sala que ela mal conhecia mas que gostaria de ser amiga.
uma vez eu era pré-adolescente e aí íamos as amigas para o cinema e no dia algumas não puderam ir e só podia ir eu e l. aí l. disse que não tinha muita graça ir só nós duas e não o grupo todo e aí decidiu ficar em casa e não fomos.
hoje em dia chamo minha mãe pra sair comigo pra gente comer algo fora e ela me troca pelo centro espírita.

quer dizer.


até que toda vez que isso acontece que um encontro não dá certo que alguém desmarca em cima da hora ou que alguém desmarca já com antecedência dizendo que não vai me ver que não prefere ou que não quer, pelo motivo que seja, minha criança grande grita JÁ SABIA minha pré-adolescente diz EU AVISEI e meu lado adulto não existe e por isso não diz nada.
esses quadros às vezes pioram e encerram ciclos que se demoram num momento de não ser assertiva nem propor nada a nenhuma outra pessoa, concluindo um fechamento absurdo e uma sequência ininterrupta de livros lidos e cadernos escritos e delivery gorduroso todo fim de semana.

pelo menos os livros.


esse fim de semana um amigo psicólogo comentou sobre os estilos de personalidade agressivo, assertivo e passivo e eu já sabia bem onde me encaixava.
com certo desespero também.

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