quinta-feira, 6 de abril de 2017

cem dias

cem dias de muitas reveses e senões e quases. 
eu pus como meta e princípio o seguir acreditando de que um tudo daria certo, seria logo, aconteceria, e gastei uma energia que aparentemente tinha bem pouca mas quis esgotá-la. só com isso. repetindo acreditando me esforçando em fazer dar certo. eu não aceitar novo revés nem nova recaída na queda. assim, a queda dupla mesmo, recaída na queda; bem como ela é todas as vezes. 

o problema foi que, aparentemente, esse movimento produziu mais ansiedade que bem-estar, tranquilidade nenhuma, e meu corpo, numa busca bizarra e escrota por homeostase, alternava os picos de ansiedade com picos de apatia que pediam pra ficar. porque eu tinha gastado energia demais. ele pedia que eu não gastasse agora, que não fizesse nada, acreditasse em nada, que deixasse o que fosse difícil chegar e ficar, não por instantes, mas por período. como no passado. 

eu segui teimando até esgotar várias vezes, recomeçar, ter novo pico, revés, sangue na gengiva, dor dilacerante, insônia demais e concentração nenhuma pelos dias. 

da última vez decidi que ia deixar o revés tomar conta e aceitei a recaída. 
desisti fugi e fiz tudo de novo: repeti que daria certo, me movimentei em excesso, fui mais assertiva que passiva, só assertiva, em excesso nisso também porque achei que era preciso, 
que era pra não cair de novo, deitar de novo sem querer levantar. 

novo revés
de queda estatelada. 
que nem vou na intenção de levantar, na tentativa de erguer um algo. só fico. 

agora energias nenhumas, 
crenças nenhumas também, nem boas nem de outra ordem. 

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