quarta-feira, 5 de abril de 2017

o que é que dá pra fazer?

eu me dei conta que a casualidade era quem tinha o grau máximo da responsabilidade, do dizer, do prosseguir das coisas,
que eu não mandava nem controlava absolutamente nada,
por melhor que eu fosse.
ficou claro como era tudo mais uma questão de sorte e circunstância, em vez de esforço ou competência, ou dedicação.
as relações tinham mais a ver com acaso e um certo destino, esforço de menos e circunstâncias demais,
e enquanto isso me era dito para que eu não me responsabilizasse, em real eu só consegui, na sequência, sentir um desespero doloroso, uma dor sem remédio pelo que já houve e que antecipa o que pode vir.
talvez assim algumas dores não curem nunca mais,
e isso me assusta,
a casualidade me assusta muito mais do que conforta.

e parece que a única coisa que posso fazer por mim é torcer em absoluto para que haja sorte e sincronia,
sorte e sincronia,
sorte e sincronia.

que aparentemente significam a mesma coisa.

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