segunda-feira, 29 de maio de 2017

esaú e jacó e palavras

comecei a ler esaú e jacó hoje, pra disciplina de quarta-feira, dos romances de machado de assis.
tô gostando mais do que gostei de brás cubas, quando li na primeira vez. acho que brás cubas dá um ranço depois dum tempo; porque quase todo mundo que gosta de literatura fica gozando quando fala desse livro, e isso me dá um certo abuso. eu gosto mais de dom casmurro mesmo. e talvez de esaú e jacó também, que ainda não terminei.

a melhor parte dessa disciplina tem sido aprender vocabulário, na real. desde a leitura do primeiro romance de machado (ressurreição), que anoto e noto alguns termos da literatura da época e/ou da literatura de machado.
algumas coisas se repetem bastante.
"garbo" e "donaire", sinônimos de elegância. "garbo" eu acho bem bonita, inclusive.
"mãos nas algibeiras das calças" sempre tem.
"muxoxo", que acho horrível.
"vexar-se" que também acho um verbo feio.

do que li hoje anotei algumas.

azinhavrar é verbo pra enxovalhar, manchar.
airoso é o que parece bem, elegante, gentil, esbelto.
óbolo é mesmo que esmola; espórtula é o mesmo que gorjeta. as duas palavras são feias: óbolo; espórtula.
sufragar quer dizer aprovar ou favorecer, mas me soa como um sentido totalmente contrário.
espraiar quer dizer exatamente estender pela praia!
lobrigar é ver a custo, entrever. entrever é muito mais bonita que lobrigar.
e remoque: mesmo que insinuação indireta. remoque é legal.

também achei bonito quando li "abrochado por um beijo", quando o personagem dava um abraço desse modo na esposa. abrochar é mesmo que fechar com broche, abotoar. o termo é feio, mas gostei dele na frase.
"fala branda" é outra expressão que acho bonita.
e "bracejar" é um verbo bonito também.


ainda segue a leitura.

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