quarta-feira, 31 de maio de 2017

hoje

acho que symphony x é melhor pra minha concentração do que música clássica.

symphony x é uma banda que eu ouvia muito numa época em que eu estudava muito (sim, ensino fundamental e médio), tipo, por várias horas seguidas, sem parar. meu sonho é voltar a isso.
*sempre acho podre quando me vejo dizendo "meu sonho etc"

tem rolado um pouco, até, estudar mais.
tem melhorado.
acho que seria relativamente saudável transformar isso numa ideia fixa, se é que a expressão "ideia fixa" pode ser saudável de alguma forma, mas tem uma forma na minha cabeça que é, sim, e é nela que estou pensando.

estudar é bom sempre, mas é preciso convencer o nosso corpo e as nossas emoções ao mesmo tempo, organizar isso, pra que o estudo dê certo, e o mais difícil tá aí, o mais impossível tá aí.
quase um nirvana esse estado. (pf)

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quase cinco anos depois de me formar em psicologia, comprei o primeiro livro de freud da minha vida hoje.
mal estar da civilização.
VAMOS VER se vou ler, né, ele e os 385328 livros que tenho de ler num período de vida em que não cabem todos esses livros. mas enfim.

hoje em dia tenho mais curiosidade e vontade de estudar psicologia do que na época em que fiz psicologia.
estou bem a fim de ler esses teóricos mais pesados, principalmente freud, lacan, heidegger, sartre, e vygotsky. acho que principalmente esses. (nenhum ser humano normal leria todos esses nomes com a facilidade que eu enuncio aqui, como se fosse ler três jorge amado e dois antonio prata; e eu, que tenho concentração e capacidade cognitiva diminuídas, estou aqui supondo capacidade pra tal.)

acho que uma parte enorme das matérias de ciências humanas exige uma maturidade de leitura (?) pra poder entendê-las. não sei. mas parece muito inverossímil entender freud aos 18, entrando no curso de psicologia. mas totalmente coerente lê-lo aos 27, depois de um percurso de formação leitora - em literatura mesmo, não precisa ser em psicologia ou algum curso das ciências humanas.
talvez porque essas teorias exijam uma abstração muito radical, na maior parte das vezes. e aos 18, aos 21, tudo ainda é muito concreto e imediato. pensar filosoficamente parece quase impossível.


o livro é pequeno,
e eu pretendo ler real.
juro que vou tentar.

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